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Do G1

Aécio Neves tem habilitação apreendida em blitz da Lei Seca no Rio

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) teve a carteira de habilitação apreendida por estar com o documento vencido e por se recusar a fazer o teste do bafômetro numa Operação Lei Seca na Avenida Bartolomeu Mitre, no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Aécio foi parado na blitz na madrugada deste domingo (17). As informações são da Secretaria de Estado de Governo do Rio.

De acordo com a Secretaria de Governo, Aécio Neves foi multado. O senador não teve o carro apreendido, pois apresentou um condutor habilitado, e foi liberado.

(…)

"...aí o papagaio falou: da próxima vez eu seguro a lâmpada e você roda"

(foto reproduzida do Blog do Décio)

Escrito por Tiago Soares

abril 18, 2011 em 6:05 pm

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a era das revoluções do sofá

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Às vezes a semana começa com o noticiário em chamas, é abrir o jornal e ouvir trombetas e as ruas colocando as rodas da história pra girar. Não importa muito o motivo — crises econômicas, desastres ambientais, ataques de ninjas –, é nessas horas que a imprensa organiza a bagunça de informações e presta aquele serviço esperto pra sociedade.

Segunda-feira agora (11/4), por exemplo, o Brasil parou. O noticiário político se mobilizou e comunicou à nação que FHC teria no forno um artigo pra resolver toda essa parada aí da oposição andar levando sova do PT.

O louco é que todas as notas e reportagens e análises sobre o artigo falam, na real, de algo que até então não havia circulado nos espaços de informação tradicionais. A única coisa dita era que o texto sairia alguns dias depois, na mesma semana, na Folha. E, logo mais, numa outra publicação, a revista Interesse Nacional.

***

É meio estranho ver redações dando pitacos sobre uma parada que ainda não teria visto a luz dos jornais. Normalmente, antes de cair no debate público, um texto desses faz um percurso que passa, obrigatoriamente, pela circulação nos veículos de comunicação tradicionais. Para além do registro e investigação dos fatos do mundo, o trabalho da imprensa como organizadora social tem a ver, também, com a construção de espaços de credibilidade que assentem as ideias que disputam o dia. Há quem diga que, numa sociedade vidrada no poder que os veículos de comunicação projetam, uma ideia só é uma ideia depois de carimbada pela imprensa.

Na verdade, embora os jornais não avisassem, o artigo de FHC já andava circulando na miuda. Desde a mesma segunda-feira, o povo que curte uma sociologia efeagáceana podia ler o texto no Blog do Noblat, que teria “vazado” a íntegra e furado geral. Dá pra acreditar que o artigo já estivesse rolando nas redações por aí e o Noblat tenha só chutado a bola quicando na pequena área. Mas na real é muito mais bacana enfiar uma teoria de conspiração no meio.

***

Olha só: um dos pontos centrais da argumentação de FHC gira em torno do PSDB assumir aquele espírito leite-com-pera batuta, deixar de lado a disputa pelo voto do povão e partir com tudo pra cima da “nova classe média”. O que, se entendi direito, em parte se arrumaria com a reestruturação dos partidos e das organizações civis como agremiações no ciberespaço, num esforço pra conquistar corações e mentes da galera que anda tirando uma grana extra e fica o dia inteiro nas redes sociais, se acabando no Twitter e no Yahoo Respostas.

Tipo, rua já era. O futuro é a revolução do sofá.

***

A verdade é que FHC tá todo animadão em disputar politicamente o ciberespaço. Coisa na qual dá uma dentro – se para as massas as formulações ideológicas usualmente se realizam nos veículos de mídia tradicionais, é na internet que a disputa come solta e a informação é circulada e desconstruída em primeira mão. Não à toa, ele tá se puxando pra colocar na rua um site juntando os formuladores da oposição, numa tentativa de volume pro projeto tucano nos espaços de debate online.

Nesse sentido, o “vazamento” de seu artigo pelo Blog do Noblat (risco de barrigada e tudo) talvez seja um laboratório dessa nova estratégia. Se encaixaria de um tanto no defendido por FHC: ao mesmo tempo que a tal nova classe média seria cooptada discutindo o texto num blog (e o multiplicando a partir daí), os jornalistas bateriam o bumbo e empedrariam a proposta no debate público, deixando mais pra frente sua publicação pelos veículos tradicionais — com aquele carimbo simbólico de “ideia oficialmente em discussão” e tal.

Claro que se o artigo não falasse tanta groselha e não levasse tanto pau talvez o plano funcionasse melhor.

***

Só pra constar: FHC é chapa do Manuel Castells, um dos all stars ideólogos da nova sociedade da informação.

Escrito por Tiago Soares

abril 14, 2011 em 12:10 am

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showbiz

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Escrito por Tiago Soares

abril 7, 2011 em 1:15 pm

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