tim festival

Notas breves sobre o Tim Festival/São Paulo:

- Meu ingresso era para domingo, 28/10. Esquema de festival, com Spank Rock, Hot Chip, Bjork, Juliette & the Licks, Arctic Monkeys e Killers.

- Cheguei atrasado. Ainda assim, a coisa foi longa, mas longa pra cacete. O som pifou no meio de um dos shows. Eu bebi um pouco demais. E me cansei. Aí só vi quatro coisas – Hot Chip, Bjork, Juliette & the Licks e Arctic Monkeys. Os Killers ficam para uma próxima, e aí eu vou arranjar outra desculpa e não vou ver de novo.

- Hot Chip? Bom, Hot Chip é o seguinte: são a Banda Calypso da Inglaterra. Eles têm um gosto meio esquisito por sintetizadores, fica todo mundo dançando no palco enquanto tocam, e se amarram um pouco demais num megadance. Esquemão banda de baile. Certo, uma banda para bailões cheios de jovens adultos ingleses descolados. Mas, ainda assim, banda de baile.

- Tem um lance com a Bjork que só fui sacar agora. Ela tem um mérito, e grande: conseguiu fazer a ponte entre o rock progressivo dos 70, grandioso, de arena e tal, com o pós-rock autista, cabeçudo e cheio de barulhinhos dos 80/90. Sua apresentação foi bem isso aí, um lance com a mise-en-scéne setentista e experimentalismos pós-modernos. Ninguém da platéia chegava a dançar, ou se mexer, ou a pular. Mas ficava todo mundo parado, ali, vidrado com a cantora e seus arautos com trombetas e estandartes. Como a comitiva oficial de uma nação esquisita e longe demais, a República Independente da Cabeça da Bjork.

- Juliette & the Licks. Bom, a Juliette até sacou que rock com boa presença de palco ajuda qualquer cristão. Faz sentido, ela é atriz. Mas, sabe como é, as micagens têm de ser acompanhadas pelo som. E isso nem ela, nem os Licks, parecem dominar tanto assim. Na real, quando percebi que o show era meio palha resolvi arregaçar as mangas, seguir ao bar e lutar por um cachorro-quente. Acho que se bobear foi até mais agitado.

- Os Arctic Monkeys são esforçados, e fazem um sonzinho barulhento para animar a garotada. Tocam direitinho e têm algum punch extra ao vivo, o que é sempre um mérito. Agora, na boa, por mais que a crítica descolada levante a bola da banda, eles são ainda meio crus pra segurar uma arena como a do Anhembi. Mas admito que se estivessem tocando num lugar menor, bem menor, poderiam, quam sabe, garantir uma bebedeira sacolejante.

- Os shows atrasaram que foi um absurdo. Era perto das 03:30h da matina quando resolvemos voltar pra casa. Rolava algo como um bis do Arctic Monkeys. Pelas informações do povo que ficou até o fim, os Killers só subiram no palco por volta das quatro da manhã, e a coisa toda só foi terminar umas 05:30h. E, olha só, parece que a banda-gran-finale nem é lá essas coisas. Ainda bem que vim pra casa.

Um Comentário

  1. Publicado em Novembro 6, 2007 às 10:16 pm | Permalink

    Hômi, seu minino…

    Vou te dizer que deste cast, nada me causou rebuliço… reconheço valor de alguns, mas não me aprazem auditivamente.
    Tenho um pega com essa Juliette Lewis: não compreendo a comoção em torno da moça, pois suas músicas são pops no nível do Foo Fighters e ela tenta imitar muito o Iggy Pop no palco (e em clips principalmente). Como “rock”, falta porrada. Acho que a busca pelo hot dog encantado será sempre mais prazeirosa.
    Grande abraço!


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